terça-feira, 3 de novembro de 2020
Wow, esse mês foi intenso!
Participei da Maratona de Halloween, organizada pela linda da Mel, e hoje tô aqui para compartilhar o que foi lido e um pouco das minhas impressões sobre cada um dos livros.
Pra começar a conversa, preciso desabafar: percebi que esse mês não foi tão legal quanto eu gostaria. As leituras que escolhi não foram tão legais, muito menos assustadoras. O único livro que realmente me divertiu do começo ao fim foi "VHS: Verdadeiras Histórias de Sangue". Os outros livros também me divertiram, foi legal, mas não foi tããão legal, sabe?
O que salvou mesmo foi que assisti 8 temporadas- isso mesmo, assisti 8 FUCKING séries - ao longo do mês. Vou comentar sobre elas no post exclusivo do Catarse essa semana <3 Me apoia por lá se quiser saber as paradas aleatórias que tenho pra falar e receber conteúdo extra!
Mas chega de enrolação, vamos falar de livro!
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VHS
VHS: Verdadeiras Histórias de Sangue, é um livro de contos do César Bravo. Ele vai explorar os acontecimentos bizarros de uma cidadezinha do interior paulista, os contos têm uma conexão e trazem cenários si-nis-tros. Fiquei bastante surpresa com a criatividade do autor e adorei todos os contos! É claro que alguns gostei mais, outros menos, mas todos eles prenderam minha atenção e alguns me deixaram beeeem tensa.
Recomendo muito esse livro! E tem continuação, dá uma olhada.
Príncipe Drácula
Segundo volume da série Rastros de Sangue, nesse volume a Audrey Rose e seu companheiro de aventuras vão parar no castelo do Vlad, O Empalador. Esse castelo, conhecido e temido por todos graças aos horrores que o Vlad fez, virou uma escola de Medicina Forense e nossos personagens queridos vão até lá para estudar e se aperfeiçoar nessa prática. Obviamente que coisas sombrias acontecem, assassinatos sombrios começam a deixar o clima muito tenso.
Gostei dessa leitura, foi bem divertido acompanhar os personagens, teve um plot twist legal, mas no fim das contas não teve o climão que eu tanto queria. Está longe de ser um livro assustador, o máximo ali são cenas bizarras dos personagens dissecando cadáveres (coisa já vimos no primeiro volume). Teve mais romance e flerte do que terror.
Se essa é sua vibe, se joga!
Pequenas realidades
Estava muito ansiosa para conhecer a escrita da Tabitha King e curiosa para ver qual história ela tinha para nos contar. Já estava com expectativas, mas me surpreendi muito com essa leitura. Tudo o que vivi com esse livro me pegou meio desprevenida.
Em Pequenas Realidades acompanhamos muita treta familiar, vícios, mágoas e personagens obcecados por coisas em miniatura. O que mais gostei foi toda essa vibe de horror da vida real, apesar de ter um elemento fantasioso, o que realmente assusta é o que o ser humano é capaz de fazer com a vida do outro no dia-a-dia. É o tipo de livro que te faz relembrar das filhas da putagem que já vivemos.
E além disso, a Tabitha tem um olhar muito aguçado e te faz enxergar claramente as minúcias do relacionamento entre os personagens. Fiquei completamente admirada e adorei a história que ela criou. Quero muito escrever mais sobre esse livro aqui ou no insta, porque tem muita coisa pra falar!
Meninas selvagens
Esse livro foi uma surpresa boa e ao mesmo tempo, nem tanto. Gostei da leitura, maaaas tenho algumas ressalvas. Em Meninas Selvagens, a autora nos transporta para uma ilha onde garotas estão vivendo um verdadeiro inferno. Um vírus desconhecido tomou conta do lugar e elas estão em quarentena, sofrendo para sobreviver, lutando entre elas para conseguir comida e pior de tudo, quem se infecta sofre mutações bizarras no corpo. Essas jovens garotas estão ali na pura tensão.
Gostei muito das descrições sobre as mutações, me trouxe uma vibe muito Aniquilação e Death Stranding. Adoro coisas non-sense e surreais, sabe? Adorei também as metáforas que estão presentes ali, dá pra ir mais fundo na história e abstrair significados interessantes. No entanto, não me envolvi com nenhuma das personagens e algumas coisas importantes ficaram muito no ar, sem ganhar profundida muito menos explicação. Isso não me incomoda tanto, mas certamente minha experiência teria sido mais significativa se a autora tivesse nos levado além da superfície.
A profecia
Ok, esse foi o livro que menos gostei. Não curti a narrativa, não me conectei com nenhum personagem, não me assustei e não fiquei tensa em momento algum. O final começou a me cativar um pouco mais, ainda assim, não foi o suficiente.
Ainda não revi o filme, mas tenho certeza que gosto mais do filme - mesmo lembrando de pouca coisa, pois fazem alguns vários anos desde a primeira vez que assisti.
Temos aqui um casal rico, o marido é envolvido com política e a mulher - obcecada com a imagem da vida pública - quer um filho a qualquer custo. No entanto o casal tem muitas dificuldades e quando finalmente conseguem um filho, tem algo muito errado com ele.
Drácula
Comecei a reler Drácula pela terceira vez. Wooow! Simplesmente adoro esse livro, mas não estava nos meus planos ler Drácula pela segunda vez só esse ano, simplesmente aconteceu. Surgiu uma leitura coletiva no meu grupinho do Discord e resolvi me jogar e reler. Está sendo incrível e dessa vez, estou captando ainda mais detalhes da história.
É fascinante reler um livro. E Drácula dispensa apresentações, né? Conta a história do vampiro mais famoso EVER, e é tudo através de cartas. É sensacional, se você ainda não leu, recomendo com força.
Objetos sobrenaturais
Comecei a ler Objetos Sobrenaturais com altas expectativas, mas logo de cara me lembrei que não me dou muito bem com livros sobrenaturais de Não Ficção. Acontece que não consigo levar nadinha a sério e fico de saco cheio muito rápido.
Depois da frase "cuidado ao comprar objetos usados, pode vir com um fantasma na garupa" eu achei muito bobo e larguei o livro, não sei se vou retomar essa leitura. Se ao menos acreditasse em fantasma, talvez poderia até aproveitar a leitura, mas estava achando bobo demais.
Se você já leu, me diz se melhora e se vale a pena dar uma insistida.
Dança da morte
Finalmente está acontecendo: tô lendo Dança da Morte. Ia participar de uma Leitura Coletiva com esse livro, mas depois daquela treta do Stephen King no twitter as pessoas desistiram de ler. Resolvi encarar o calhamaço sozinha e está sendo uma experiência incrível! Ainda bem que o fiz, já tenho certeza que essa leitura vai ficar marcada - ainda mais por estar lendo em pleno 2020, um ano destruído pela pandemia do COVID-19.
A escrita do King consegue me envolver de forma instantânea, estou completamente imersa na história e aflita pelos personagens. Existem muito paralelos a serem traçados com o momento presente, e isso é absurdamente assustador.
Estou afim de fazer uma série de posts comentando minha experiência com essa leitura, aguardem!
terça-feira, 8 de setembro de 2020
Queridos,
Espero que vocês estejam bem. 💛 Nem acredito que agosto passou tão rápido. Esses dias de isolamento parecem todos iguais, tão confusos, perdidos e desregulados - mal notei quando agosto acabou. Desde março, quando começou toda essa loucura, estou com uma estranha sensação de que o tempo está passando mais rápido. Vocês também sentem isso?
Não vejo a hora de sairmos dessa situação.
Enquanto isso não acontece, vou tentando achar coisas diferentes e divertidas para fazer e aproveitar esse tempo esquisito que voa tanto. Vim compartilhar - finalmente - minhas leituras da Maratona de Não Ficção, que eu e a Mel organizamos com maior carinho. A maratona rolou nas duas últimas semanas do mês de agosto e como o nome já diz, era para focar nas leituras de não ficção. Eu aproveitei demais essa maratona e amei ter participado das lives, que foram super divertidas e produtivas.
LIDOS CONCLUÍDOS
Devoção
Nesse livro, a Patti Smith nos presenteia com um relato do seu processo criativo e nos leva a refletir sobre o poder da escrita. O livro é divido em 3 partes e tenho dificuldade em dizer qual delas gostei mais, foram perfeitas. Na primeira parte, a autora aborda essas reflexões sobre a escrita e conta sobre seu processo criativo, enquanto isso, ela passeia pelas ruas e cafés de Paris, escreve seus pensamentos nos trens e nos hotéis. É belíssimo.
Na segunda parte, surge um conto do qual me apaixonei perdidamente. Decidi, depois desse conto, que quero escrever como Patti Smith. Minha identificação com ela já tinha acontecido na música, mas esse conto - meu primeiro contato com a ficção dela - me trouxe um novo olhar sobre a Patti. Um olhar ainda mais apaixonado.
A terceira parte relata sobre sua visita à casa do autor Albert Camus. Fiquei igualmente fascinada e emocionada com o que ela nos contou dessa experiência. Esse livro é muito sensível, poético e tem uma beleza rara, sincera, que me trouxe uma calmaria, um olhar contemplativo. Estava precisando muito desse olhar.
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Pedagogia da autonomia
Ah, Paulo Freire 💗
Em "Pedagogia da autonomia", Freire nos fará refletir sobre a relação entre os aluno e professor, ele elabora propostas de práticas pedagógicas interessantes para desenvolvermos na sala de aula. Todas essas práticas carregam uma orientação de ética universal, humana, que desenvolve a autonomia e a capacidade crítica.
Ter lido Paulo Freire nesse ano, nesse momento, foi algo que me marcou profundamente, sabe? Essa leitura me deu forças para erguer a cabeça e continuar, apesar de tudo. Ele realmente tem um poder de trazer renovação para o pensamento e leveza para a alma. É um livro voltado para os educadores, no entanto, acredito que todos somos educadores, todos nós ensinamos algo para alguém. Quanto mais humano for nosso olhar para esse alguém, seremos melhores. Tá aí uma leitura que eu coloco na lista essencial-para-todos-os-seres-humanos.
Roube como um artista
Austin Kleon veio para mostrar que não existe nada totalmente original. A minha ideia brilhante surgiu por que roubei a ideia de outras pessoas, juntei tudo, adicionei meu jeitinho único de fazer as coisas e voilá: eis meu trabalho! É assim que as coisas funcionam, uma criação não surge DO NADA, segundo Kleon. Nós consumimos um montão de coisa, admiramos uma caralhada de gente, somos influenciados a todo momento e o que o autor diz? Abraça isso, cara! Abrace e aceite as influências e as ideias que surgem a partir do trabalho de outras pessoas, tá tudo bem.
Ele também deixa claro a diferença entre se inspirar e plagiar, né? Obviamente, são coisas bem distintas.
Preciso dizer que esse livro me renovou também, assim como Paulo Freire. Talvez não tão profundamente, mas me trouxe novos ares, novas ideias, foi uma delícia. Os exercícios que o autor propõem foram divertidos e um deles, o diário de bordo, virou um novo queridinho. Vou deixar imagens aqui para vocês darem uma olhada no que ando aprontando. Recomendo bastante essa leitura.
Estou bem afim de fazer um post aqui sobre o diário de bordo, ideia que roubei do Austin Kleon <3 O que vocês acham?
LIVROS QUE COMECEI NA MARATONA E SABE DEUS QUANDO VOU TERMINAR
Essa maratona também foi uma ótima desculpa para fazer o que tenho feito de melhor: começar um monte de livros. Nesse caso, comecei mais 3 leituras e nem tenho o que dizer, não faço ideia de quando vou dar continuidade ou terminá-las. Eu sou assim, gosto de viver perigosamente.
Outras mentes
Sinopse: Em Outras mentes, Peter Godfrey-Smith, filósofo da ciência e mergulhador, mostra como organismos primitivos no oceano se tornaram complexos e adquiriram a inteligência necessária para sobreviver. Como o polvo, uma criatura solitária com pouca vida social, se tornou tão inteligente? Comparando os seres humanos com nossos notáveis parentes animais, o autor lança uma nova e crucial luz sobre a mente dos polvos – e, por consequência, da nossa própria consciência.
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Celular: como dar um tempo
Sinopse: A premiada jornalista Catherine Price apresenta um plano prático e detalhado de como dar um tempo na relação com o celular – e depois fazer as pazes. O objetivo? Um relacionamento duradouro e livre de anseios no qual você se sinta bem.
Essa é uma releitura, quando li pela primeira vez estava passando 7h do meu dia grudada no celular, e depois de ter feito o que a autora propôs nesse livro, esse número assustador diminui bastante. Hoje a situação voltou a assustar, então decidi que era hora de reler e refazer os exercícios, mas confesso que dessa vez não estou levando tão a sério quanto antes. Vou melhorar isso, prometo.
Galaxy Girls
Sinopse: Cheio de ilustrações incríveis, esse livro nos apresenta a história de 50 mulheres inspiradoras que ajudaram a alcançar grandes conquistas na exploração espacial, desde o século XIX até os dias hoje.
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domingo, 16 de agosto de 2020
Oi, amigos! Espero que estejam bem, dadas todas as atuais circunstâncias. Não está fácil, né? Mas quero deixar um pouco de lado essa vibe ruim na qual o mundo se encontra para falar de LIVROS!
Eu falando de livros? Que grande surpresa 😆
Hoje, eu e a Mel, estamos começando uma maratona incrível de Não Ficção - yaaaay - e quero aproveitar para compartilhar 5 dicas de livros incríveis com vocês. Cara, os livros que vou indicar hoje são muuuuito especiais pra mim. Amei demais preparar esse post, espero inspirar alguém ai do outro lado da tela.
A Mel também compartilhou 5 dicas no canal dela, uma listinha incrivelmente maravilhosa. Vem com a gente:
SOBRE A MARATONA
A Maratona de Não Ficção está começando hoje - domingão, dia 16 e será finalizada no dia 30 de agosto. Eu e a Mel pensamos nela com muito amor e carinho. 💓
Estou mega animada pra ler Não Ficção até não querer mais! Essa maratona é aquele empurrãozinho que precisávamos para pegar aqueles livros parados da faculdade, dos cursos ou daquele assunto que tanto nos interessa, mas que falta tempo pra ler, sabe?
Vem com a gente participar da maratona, vai ser incrível dar atenção para os livros de Não Ficção e variar um pouco.
Não esquece de marcar eu e a Mel nas postagens de vocês!
👉Clica aqui para ver a lista dos livros que quero ler na maratona :)
👉Clica aqui para ver o vídeo perfeito da Mel mostrando os livros que ela quer ler + indicação de 5 livros de Não Ficção ❤
5 LIVROS DE NÃO FICÇÃO PERFEITOS
Essa é a listinha do meu coração! Amo tanto cada um desses livros, estou aqui recomendando-os com muito amor e carinho, de verdade. São livros que me marcaram e formaram quem sou hoje, tenho um amor eterno por eles. Fique à vontade para compartilhar sua listinha de livros de Não Ficção do coração comigo também :D
Devagar
A pressa é a inimiga da perfeição. Que atire a primeira pedra quem nunca ouviu ou viveu essa expressão. Certamente já vivi isso muitas vezes, nada como um aprendizado na prática, não é mesmo? No entanto, ainda tenho dificuldade em fazer as coisas sem pressa. Acredito que é um problema que atinge todos nós, a sociedade em que vivemos está cada vez mais acelerada.
Nesse livro o autor vai nos fazer questionar onde essa pressa toda pode nos levar e como isso está afetando nossa vida. É uma leitura perfeita para esse momento de isolamento social, simplesmente por que as coisas não vão funcionar no mesmo ritmo enquanto estivermos sob a ameaça desse vírus. Acaba sendo ainda mais interessante estudarmos um pouco sobre como esse culto à velocidade, que prejudica nossa saúde mental, emocional e física sem a gente perceber.
O cérebro no mundo digital
Nunca se leu tanto como hoje. Com alguns toques no smartphone, temos na palma da mão um universo de informações. Mas será que estamos lendo de verdade, apreendendo esses dados, analisando-os criticamente, ampliando nossos conhecimentos a partir deles, transformando tudo isso em sabedoria?
A autora, Marine Wolf, neurocientista e professora, nos responde esses questionamentos de forma brilhante - e um pouco assustadora também. Digo isso por que essa leitura me fez perceber o quanto estava lendo sem um olhar atento e crítico. Isso é gravíssimo! A autora mostra quais são as consequências de viver em uma sociedade em que as pessoas leem de forma superficial e rápida. Obviamente, é muito assustador.
Recomendo demais esse livro, cês não tem ideia! Apenas leia, tenho certeza que será uma leitura valiosa para vocês também.
O mundo que habita em nós
Esse livro é tão incrível! Fico emocionada e empolgada toda vez que falo dele. A Lili Prata é uma autora com uma sensibilidade linda e cativante, que nos faz filosofar e pensar muito, sem esforço algum. Enquanto estava lendo, sentia que me transformava, as palavras da Lili ressoavam dentro de mim de forma barulhenta, mas também acalentadora.
Nesse livro se destacam os temas: ansiedade, identidade e aceitação. Esses temas nos perseguem no dia-a-dia, nos assusta, nos paralisa, mas a autora traz esses temas com cuidado, pegando na nossa mão e nos levando para refletir.
Vou deixar aqui a sinopse desse livro, que já é profunda por si só:
"Por que tantos de nós estão perdidos e ansiosos nadando entre a raiva e a melancolia? Nossa subjetividade tem sido sugada por um redemoinho de idealizações, imediatismo, comparações, angústias, miopia para a alteridade e confusão entre narcisismo e amor-próprio, e isso tem implicações individuais e sociais. O mundo que habita em nós convida leitores e leitoras a entender, por meio de deliciosas e precisas reflexões filosóficas, o mundo em que vivemos e o que ele muitas vezes provoca no interior de cada um. Tais reflexões são embasadas em citações literárias, poéticas e musicais, verdadeiras inspirações para quem lê. A obra é dividida em quatro partes: 1. O “nós” que habita o “eu”, 2. O apagamento do outro, 3. Muros e carências, e 4. O si mesmo no mundo, e os assuntos abordados são, entre outros: solidão; parecer versus ser; pressa, busca do prazer e perda da singularidade; adequações e escolhas; medo e controle; o encontro com o si mesmo e o fortalecimento do si mesmo, todos eles de extrema relevância nos dias de hoje. Tempos sombrios pedem informação de qualidade; tanto melhor se ela vier por meio de uma leitura luminosa. Aceite, então, o convite irrecusável da autora: “Espero que, após a leitura, você ganhe mais consciência de si mesma/si mesmo, aumente sua compreensão sobre as distâncias e os emaranhados entre você e as coisas, distinga com mais clareza o que quer daquilo que não quer para você, e sinta mais profundamente, com mais graça do que frustração, a experiência de estar vivo”. Por que ler este livro? Este livro lança várias reflexões ao leitor: Por que temos andado tão angustiados com quem (achamos que) deveríamos ser, com quem (achamos que) os outros deveriam ser e como (achamos que) a vida deveria ser? Por que tantos de nós estão perdidos e ansiosos, nadando entre a raiva e a melancolia? A temática é muito atual: ansiedade, vazio existencial, busca por aprovação e como lidar com a raiva e o medo.
A queda e ascensão dos dinossauros
Eu não sinto a menor vergonha em dizer que chorei lendo esse livro. Isso demonstra o quanto o autor foi habilidoso ao me envolver com sua escrita, ele estava apenas contando a história dos dinossauros - e a gente já sabe como termina - no entanto, ele é tão apaixonado e tão dedicado à essas criaturas que me senti mais envolvida com esse livro do que com qualquer outro livro de Ficção.
Recomendo muito - mas muuuito - para qualquer pessoa minimamente interessada na história desses animais incríveis. É um livro delicioso, empolgante e apaixonado. Você vai se entregar e amar, assim como eu.
Deixei o melhor para o final, claro.
Eu não consigo simplesmente não recomendar esse livro, seria algo quase criminoso da minha parte. Carl Sagan acreditava que a ciência precisava ser compartilhada com o maior número de pessoas possíveis, e eu concordo com ele.
Não sou cientista - entendo pouquíssimo de ciência, costumava ficar lendo/desenhando nas aulas que não me interessavam muito. Eu sei que isso é horrível, me arrependo, mas era uma adolescente desmiolada. Fazer o quê? O que me resta é estudar e correr atrás do conhecimento perdido. Hoje em dia eu não só gosto de ciência como reconheço sua importância e seu valor para nossa sociedade.
Em Pálido Ponto Azul, Carl Sagan nos levará para uma jornada no futuro da humanidade. De um jeito profundo, vamos refletir e questionar sobre o avanço das tecnologias, sobre exploração espacial e sobre nossa existência nesse pálido ponto azul. Carl Sagan acreditava que o futuro da humanidade está no espaço, em outros planetas, em mundos distantes. No entanto, ele nos lembra de algo extremamente importante: se continuarmos com essa ganância, acumulando muito poder e pouca sabedoria, não iremos a lugar nenhum, seremos nosso próprio fim.
Claro que gosto da pensar em um futuro incrível para a humanidade, mas não sou uma pessoa muito positiva nesse aspecto. Não consigo visualizar a humanidade usufruindo de todo seu potencial criador para fazer coisas realmente significativas, não só para alguns, mas todos os seres humanos. Sei que realmente podemos nos tornar esse tipo de humanidade, mas…
São tempos difíceis para sonhadores.
O Carl Sagan renovou um pouco a minha esperança na raça humana. Quero acreditar que as pessoas vão melhorar, vão valorizar a ciência e a educação cada vez mais, vão ajudar uns aos outros… e eventualmente, vão partir para um mundo distante, levando bons ensinamentos para as próximas gerações. Quero acreditar.

Cara, sabia que me empolgaria demais falando desse livro, desculpa aí. 👀
Espero que vocês tenham aproveitado alguma dessas dicas, nos vemos no próximo post!

quarta-feira, 13 de maio de 2020
O QUE VOU LER NA MARATONA ESPACIAL
DESCENDER - JEFF LEMIRE
JUSTIÇA ANCILAR - ANN LECKIE
A VIDA COMPARTILHADA EM UMA ADMIRÁVEL ÓRBITA FECHADA - BECKY CHAMBERS
PÁLIDO PONTO AZUL - CALR SAGAN
ENCONTRO COM RAMA - ARTHUR C. CLARKE
O TEMPO EM MARTE - PHILLIP K. DICK



























