sábado, 4 de setembro de 2021
Oi, migos
Hoje venho compartilhar com vocês o que rolou de mais legal por aqui ao longo do mês de agosto. Esse mês eu consegui ler e assistir muita coisa, muita coisa mesmo - estou até levemente assustada. MAS isso só aconteceu porque meio que larguei meu instagram. Pois é, não tem jeito, o instagram consome uma parcela absurda do meu tempo e desde quando fiz o projeto de Minimalismo Digital, não voltei a usar o instagram como antes e ainda assim estava perdendo um bom tempo só nesse único aplicativo.
Enfim, como rolou muita coisa ao longo desse mês, separei para compartilhar com vocês apenas o que foi mais maravilhoso, mas caso queira acompanhar os filmes que assisto ao longo do mês, só me seguir no letterboxd e em breve vou atualizar meu goodreads, então aproveita pra me seguir lá também.
E vamos aos favoritos!
SPACE INVADERS
Confesso que não estava preparada para a pedrada que ia levar com esse livro. Space invaders nos apresenta a um grupo de personagens que nos levam para um passeio rápido e dolorido, visitamos a ditadura de Pinochet no Chile através de sonhos e memórias que habitam esses personagens. Memórias fragmentadas, imaginação, sonho - tudo se mistura. É uma leitura que vai entrando em cantos profundos dentro de nós, quando terminei me senti incomodada, triste e com um vazio muito grande morando no peito. A escrita da Nona Fernández é linda, transmite com elegância essa atmosfera temerosa e dolorida que transita entre memórias e sonhos. Essa leitura certamente entrou na lista de favoritos do ano.
GENTE ANSIOSA
A querida da Jade recomendou esse livro com força, e como já estava muito de olho nele, só faltava esse empurrãozinho mesmo. Comecei a leitura na maior inocência e de repente estava totalmente apaixonada, não conseguia largar essa história ou pensar em qualquer outra coisa. É simplesmente uma narrativa irresistível e simples, porém com temas super complexos que faz a gente ficar olhando pro nada, pensando na vida.
Acompanhamos muitos personagens nessa história, acontece um assalto e esses personagens acabam reféns, uma situação meio desesperadora - e ao mesmo tempo cômica - a partir disso vamos conhecendo cada um deles, inclusive o ladrão. Um plot assim não parece ser nada demais, talvez pouco convidativo até, mas JURO que esse livro resume um tanto da nossa essência humana, nos leva para um lugar bem profundo de pensamento e questionamento com relação à nossa sociedade, faz pensar muito na vida mesmo. Cara, uma leitura divertida e profunda: o que mais queremos?
Esse é mais um livro que entrou na lista de favoritos do ano - esse mês foi só sucesso!
THE GREEN KNIGHT
Estava completamente alucinada para assistir The Green Knight, filme novo com o queridinho Dev Patel (crush). Sendo bem sincera: eu ameeeei, puta-que-pariu-eu-amei! Fico louca quando o filme consegue, já nos primeiros minutos, me fazer sentir que posso respirar o ar do filme, sabe? Adorei a atmosfera sombria e nublada, tem uma fotografia absurda de linda.
É um épico de fantasia medieval que nos conta sobre a jornada do Sir Gawain. Esse personagem, que é o sobrinho do Rei Arthur, embarca numa jornada meio ESQUISITA, viu? Durante a cerimônia de comemoração de Natal, um cavaleiro aparece para lançar um desafio, e claro que o nosso Sir Gawain vai topar se envolver nessa parada para provar o seu valor. Depois disso, só ladeira abaixo, vai acontecer de tudo com esse personagem, é uma loucura - daquelas bem deliciosas que a gente surta e ama.
Muito sensacional, assista quando tiver a chance.
BO BURNHAM: INSIDE
Bo Burnham trabalhava como comediante, fazia stand-up e tudo, mas começou a ter fortes crises de pânico no palco e precisou parar de se apresentar. Quando finalmente sentiu que conseguiria voltar aos palcos, veio a pandemia e acabou com todos seus planos. Mas já que ele não poderia voltar para os palcos por motivo de forças maiores, decidiu trabalhar em um especial de comédia para a Netflix, e eis que nasceu Inside.
E Inside é uma aula de criatividade - não se engane, não é só um simples musical de comédia, se bem que nem considero ser 'comédia' porque os assuntos que ele acaba abordando ali são bem sérios. Ele que escreveu todas as músicas, dirigiu, produziu, editou - fez tudo sozinho, trancado em casa. Esse projeto acompanhou ele ao longo de todo seu distanciamento social, e como todos nós vivemos isso, nos identificamos muito com as dificuldades dele. O tema da saúde mental é bem presente e super intenso, em vários momentos estava rindo e logo em seguida sentia que poderia simplesmente chorar. Além disso, ele também vai criticar de forma ácida a nossa sociedade atual, a maneira como usamos as redes sociais, a produção insana de conteúdos meio (ou totalmente) esvaziados. Muita coisa boa dentro dessa 1h e 27 minutos.
HIGH FIDELITY
Assisti 3 séries esse mês: wooooow! A mais querida de todas sem dúvida foi High Fidelity, simplesmente queria desver só para conseguir ver de novo pela primeira vez. SÉRIO MESMO.
A série, disponível na StarzPlay, é uma releitura do filme Alta Fidelidade, dos anos 2000, que por sua vez é uma adaptação do livro de mesmo nome do Nick Hornby. Na série, ao contrário do filme, Rob é uma personagem feminina interpretada pela minha-maior-crush-da-vida Zoe Kravitz, e vamos acompanhar a história de seus relacionamentos amorosos meio (ou totalmente) desastrosos. Amo personagens meio melancólicos, sofridos por amor, que se afogam em música de qualidade, fumam loucamente, são adultos mas não sabem ser adultos, completamente perdidos.
SIMPLESMENTE EU.
Amantes da música, uni-vos para assistir essa preciosidade! As referências musicais da série são absolutamente perfeitas, inclusive fiz uma playlist super inspirada nessa série (com algumas músicas da trilha sonora original e outras do meu gosto). Outra coisa perfeita nessa série é o visual da Zoe, aaaaaaa mulher maravilhosa, sem contar os personagens secundários que também são apaixonantes - sério, você tem que assistir. Larga tudo agora e vai atrás de High Fidelity, por favor ;)
Também estou um tanto obcecada com o Cézanne (de novo) e comecei um episódio todinho sobre ele, fico SUPER EMPOLGADA só de pensar. Estou lendo *emocionadah* o livro Conversas com Cézanne que está me trazendo tantas novas informações sobre ele, minha paixão pelas obras desse homem só cresce!
Além disso, também me debrucei novamente sobre as fotografias da Vivian Maier - continuo maravilhada com o trabalho dela - fica a dica do documentário Finding Vivian Maier , que está disponível na Globo Play. E também me deliciei com o episódio do podcast Tijolos amarelos com a participação do grafiteiro Mundano. Tanto o podcast quanto o documentário valem muito o seu play, aproveite.
Agora me conta aqui nos comentários quais são os seus favoritos do mês ;)
Beijos,
Rita Zerbinatti ☕
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
Queridos,
em outubro fiz um post exclusivo mostrando os favoritos do mês e esse mês deu vontade de fazer de novo, dessa vez aqui no blog. Tô muito animada para usar mais esse espaço em 2021! Me aguardem 🙂
Nesse post vou comentar - de forma rápida - sobre os filmes, livros, séries, músicas e podcasts que ganharam meu coração durante o mês de dezembro. Tem bastante coisa para falar, por isso juro que vou tentar ser rápida.
Tenho dois filmes esse mês que me conquistaram MUUUUITO.
Amarelo - é tudo pra ontem (netflix) assisti duas vezes seguidas, tamanho foi meu amor e encantamento por esse filme. Aqui temos Emicida apresentando um show lindíssimo no Theatro Municipal, entre uma música e outra ele conta a História do povo negro, que por sinal, foram responsáveis pela mão de obra do próprio Theatro Municipal. É sobre música, sobre cultura, sobre consciência, sobre ser. Chorei várias vezes vendo esse documentário porque é de uma sensibilidade sem tamanho, muito lindo, profundo.
É de tocar e lavar a alma.
Outro super favorito foi The sound of metal (amazon prime), QUE FILMEEEEE. Que filme! Parabéns, parabéns, parabéns. Filme executado de um jeito muito atraente, sincero, dolorido, incômodo, lindo. Nesse filme conhecemos Ruben, um baterista que perde a audição e vê sua vida mudar completamente da noite pro dia.
Fico de cara com a profundidade desse filme! Tem uma cena, um simples diálogo entre o Ruben e um amigo, que me tocou lá no fundo. O peso das nossas escolhas é muito real, não tem como ser mais didático que aquilo.
O personagem segurando o choro.
AAAAA, que atuações perfeitas! O filme já tinha me ganhado antes, mas essa cena, ESSA CENA foi demais. Entendi muita coisa naquele momento.
É um filme para te fazer pensar na vida mesmo, te leva a refletir e questionar "e se acontecesse comigo?". É uma parada pra pensar e sentir.
Mas não posso deixar de falar do trabalho com o som. Wow! Eu assisti ao filme com meus fones no ouvido e foi uma cacetada na minha cabeça. Tiveram cenas de pura agonia, de aflição. Acredito que assistir com o fone deu uma intensificada em tudo isso e pude prestar mais atenção nos pequenos detalhes sonoros. Ou na falta deles.
A forma como o som e o silêncio são conduzidos nesse filme, é de admirar mesmo. Merece todos os prêmio possíveis, foi realmente um trabalho LINDO, maravilhoso!
Só vou citar um livro, apesar de ter sido um mês fantástico para as leituras - estou verdadeiramente orgulhosa de todas as minhas escolhas literárias. Mas hoje vou escolher Moonshadow como o queridinho do mês.
Foi uma experiência TÃO marcante. Na verdade, foi uma jornada, sinto que passei uma vida ao lado do personagem. Vivi coisas intensas com o Moon, ele me apresentou um mundo novo, cheio de possibilidades, me mostrou sentimentos tão puros. Me mostrou e beleza e o horror do viver.
Fiquei tão emocionada no final que chorei, coração apertado de saudade de tudo que vivi naquelas páginas. Me pego pensando no Moon, um personagem tão romântico - apaixonado pelos livros - que de repente se vê afastado desse mundo tão seguro. Moon precisa encarar a vida e ela não é tão bonito quanto parecia nos livros.
Esse é um conto de fada para adultos.
Moonshadow é cheio de referências literárias, a listinha é enorme e LINDA. Charles Dickens, Doistoiékvski, Bradbury, Tolkien, William Blake, R. L. Stenveson, C. S. Lewis. Os amantes dos livros vão se deliciar com esse quadrinho.
Nunca vou cansar dessa história.
Ouvi muita coisa esse mês, mas vou destacar duas playlists minhas que não pararam de tocar.
Nem vou comentar porque são playlists que só tem bandas favoritas, vou ficar falando aqui o quanto amo amo amo, vocês vão cansar. Vai lá ouvir, depois me fala se curtiu.
O Gambito da Rainha foi a única série que assisti em dezembro e foi uma grande queridinha, enta nessa lista e também na lista de séries favoritas do ano!
Fiquei MUITO obcecada pela Beth Harmon, pelos olhares, pelos jogos - dos quais não entendia nada - pelos personagens, pelo vício. O universo dessa série - e toda a ambientação e o figurino - me pegaram DE JEITO. E aquele último episódio? Passei nervoso com aquela partida de xadrez, nem sabia que isso era possível.
A Anya Taylor-Joy é absolutamente perfeita. Nós já sabíamos, claro, mas não canso de vê-la comprovando o quanto realmente é maravilhosa! haha
Para terminar, deixo aqui o podcast Acenda sua luz que provavelmente foi o mais escutado ao longo do mês, além de favorito. Alguns episódios escutei mais de uma vez, pra ver se fixa bem na cabeça, sabe?
Vocês fazem isso também?
A Carol Rache me leva para um lugar de reflexão muito profundo sabe, tenho uma ânsia para escrever e colocar um monte de coisa pra fora toda vez que ouço um episódio. Só por isso já um queridinho.
Recomendo demais esse episódio aqui e esse aqui também!
Espero que tenham gostado desse post,
até a próxima!
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